Palácio Nacional da Ajuda

Lisboa

História – Os Paços Reais da Ajuda

O actual Palácio da Ajuda foi mandado construir sob a regência do príncipe D. João (que foi mais tarde o rei D. João VI), num local onde anteriormente tinha existido uma residência real mandada edificar pelo rei D. José I, a seguir ao terramoto de 1755. Nela viveu D. José I até à sua morte em 1777.

 

Gravura Palacio Real d'Ajuda, em Lisboa

Gravura Palacio Real d'Ajuda, em Lisboa

 

A Ajuda, na altura, pertencia aos arredores de Lisboa sendo um local onde existiam algumas quintas de Verão de famílias nobres.  Dado que a actividade sísmica pouco tinha afectado o lugar, foi este o local eleito por aquele rei para a construção de uma nova habitação régia em madeira, que veio a ficar conhecida pela ‘Real Barraca da Ajuda’.

Foi assim que a ‘Real Barraca da Ajuda’ substituíu o Paço da Ribeira (na zona que é hoje o Terreiro do Paço) que tinha sido residência real desde o século XVI até 1755.

A ‘Real Barraca’, que viria a ocupar uma área superior ao do futuro Palácio da Ajuda foi destruída por um incêndio em 1794.

Do incêndio, restou a Torre da Paroquial (que pertencia à igreja paroquial e que serviu de capela real), que ainda hoje se pode ver junto ao actual palácio.

Ao lado dessa residência teve início ainda em 1768, o primeiro Jardim botânico, designado hoje por Jardim Botânico da Ajuda.

O início da construção do novo palácio dá-se em 1796. Trata-se de um edifício de inspiração neoclássica italiana do princípio do século XIX, da autoria de Francisco Xavier Fabri e José da Costa e Silva, que contou com a contribuição de artistas nacionais e estrangeiros entre outros, Machado de Castro, Domingos Sequeira, Arcangelo Foschini e Cirilo Volkmar Machado.

A sua construção foi morosa e interrompida por diversas vezes e o traçado inicial do Palácio acabou por nunca ser cumprido. O que se encontra hoje construído é apenas uma parte do plano original. A fachada é feita em pedra lioz, tem um corpo central com três janelas grandes, sobre três pórticos que dão acesso a um átrio com entradas para as alas e passando este, entra-se num pátio grandioso.

Em 1820, data da revolução liberal, o Palácio ainda não se encontrava concluído, embora se tenham nele realizado várias cerimónias oficiais.

O Palácio Nacional Da Ajuda só viria a adquirir expressão de residência real uns anos mais tarde, no tempo do Rei D. Luís I (1861).

 

>>> Um Paço Real do século XIX